Bonitote

Numa aldeia havia um moleiro muito mentiroso, mas tinha uma filha muito bonita que se chamava Florinda.
O moleiro tinha muito, mas mesmo muito orgulho na filha. A ponto de lhe arranjar problemas, de tanto que a gabava.
Chegou aos ouvidos do rei que filha do moleiro transformava palha em ouro.
O rei mandou chamar a menina e disse:
- Amanhã quero esta palha convertida em ouro! Se não o fizeres castigo-te.
A menina pôs-se a chorar. Pois não conseguia converter palha em ouro.
Pela janela entrou um anãozinho que a queria ajudar na dura tarefa que só ele conseguia fazer pois tinha poderes mágicos.
Florinda aceitou.
O anãozinho passou a noite a ficar.
No dia seguinte, a palha era um monte de ouro. O rei ficou feliz e pediu a menina em casamento. Ela aceitou.
Um ano depois nasceu um bebé.
Constou-se na aldeia o nascimento da criança.
Uma fada má sabia de toda a história. Resolveu ir à procura do anãozinho respondeu:
-Mas ela não sabe que me chamo «BONITOTE» .
A fada má disse-lhe:
-Vai lá e pergunta-lhe, se ela não souber tiras-lhe a filha.
Mal eles sabiam que os sete cabritinhos estavam a ouvir a conversa e foram ajudar a princesa.
-olá princesa. O anãozinho que te ajudou a fiar a palha, vai querer tirar-te o filho, se tu não adivinhares o seu nome.
A princesa respondeu:
-Ajudem-me então! Como é que ele se chama?
Os sete cabritinhos responderam:
-Chama-se «BONITOTE».
-Obrigada!!!
-De nada.
Passados três dia lá apareceu o anãozinho. E perguntou-lhe:
-Lembras-te de mim?
-Sim.
-E do favor que eu te fiz?
-Também.
-Então vou-te fazer uma pergunta. Se não souberes vou ter que te levar o teu filho. Como é que eu me chamo?
-Tu chamas-te …«BONITOTE»
-Ah…Como é que tu sabes?
-Alguém me disse!
O anãozinho foi ter com a fada má, ela fez-lhe um feitiço e nunca mais ninguém o viu.
E a princesa fez uma festa na aldeia. E convidou os Sete Cabritinhos, o Lobo Mau, o Patinho Feio, a Branca de Neve, a Menina dos Sapatos Vermelhos, o João Sem Medo…
E ficaram todos felizes.
A princesa mostrava o filho a toda a gente …Para dizer a verdade, o bebé era um bocadinho feiote … Mas o amor de mãe é cego!...E cegos eram também os convidados que estavam encantados.
Trabalho elaborado por: Ana Rodrigues
N º 2 5º I

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